Este sítio é melhor visualizado com Mozilla Firefox (resolução 1024x768/fonte Times New Roman 16)

Roberto Acioli de Oliveira

Arquivos

25 de nov de 2010

As Mulheres de Andrzej Wajda (III)





Até Maciek chegar
em sua vida
, Krystyna acreditava fazer parte do grupo dos que preferem
não se apaixonar




Faça Amor, Não Faça a Guerra

A hipótese de que o amor possibilite a renovação da vida após a guerra é um motivo recorrente nos filmes da Escola Polonesa. Com esta frase Eliżbieta Ostrowska dá o tom de sua análise de Cinzas e Diamantes (Popiół i Diament 1958), dirigido por Wajda, última parte de sua Trilogia da Guerra. Uma adaptação do livro de Jerzy Andrzejewski lançado logo após o término da Segunda Guerra Mundial, o filme se passa no dia em que foi declarado o final do conflito. De acordo com Tadeusz Lubelski, Cinzas e Diamantes se enquadra na “psicoterapia dos poloneses enquanto nação”, aplicada através dos filmes da Escola Polonesa. O filme de Wajda seria o melhor exemplo dessa estratégia, já que procura reunir uma nação fraturada pelas demandas da doutrina totalitária comunista. Tal reunificação foi tornada possível através da representação da experiência de guerra dos membros do Exército Nacional Polonês (Armia Krajova), o movimento de resistência, liderado pelo governo polonês no exílio e que se opunha ao controle comunista que começava a se estabelecer. A nova ordem comunista estava perseguindo os sobreviventes da Armia Krajova, esta virada na história da Polônia é o ponto central do filme. Maciek Chełmick, o protagonista masculino, é membro da Armia Krajova. Ele participou do Levante de Varsóvia em 1944 e esteve nos esgotos que Wajda mostrou em Kanal (1957). Sua missão é assassinar Szczuka, o líder comunista local. Mas no meio do caminho de Maciek tinha uma Krystyna(1). (imagem acima, Krystyna pergunta por que Maciek só anda de óculos escuros; abaixo, à direita, depois de quase tentar matar o líder comunista, para quem acabou de acender um cigarro, Maciek pede que ela lhe dê mais meia hora de companhia)


Cinzas e Diamantes

foi tornado possível com
a morte de Stalin
, devido
à desestalinização
. O amor
pela pátria foi repensado
.
Mas até que ponto se

repensou o amor?





A partir do momento em que a garçonete loura entra na vida dele, sua metamorfose começa. Nos primeiros instantes do flerte, a conversa parece até uma briga entre pessoas que se conhecem. Maciek diz que está esperando uma mulher, que também poderia ser ela (se ela quiser). Ironizando, Krystyna avisa que a mulher que ele está esperando já chegou. Quem chega é Andrzej, além de Maciek, o único sobrevivente do grupo original de amigos de antes da guerra. Andrzej também é um superior hierárquico de Maciek, e vai entrar em choque com ele à medida que outra opção de vida (Krystyna) se apresenta. Os dois sentam-se numa mesa do bar e Andrzej diz que tem algo importante a dizer. Numa atitude tipicamente machista, Maciek mostra a loura para Andrzej – “nada mal, heim?”, comenta Maciek. Krystyna, que estava olhando para eles, desvia o rosto. Mais tarde, Maciek sugere que ela vá a seu quarto no hotel. Ela não diz nem que sim nem que não, mas acaba batendo na porta dele – num momento problemático, pois ele está preparando a arma para matar o líder comunista e uma bala acaba caindo no chão, Maciek enrola Krystyna pedindo para ela contar sobre sua vida enquanto ele disfarça e encontra a bala. Eles acabam transando.

“A consciência de Krystyna em relação à dificuldade de qualquer relacionamento genuíno entre Maciek e ela é evidente quando ela vai ao quarto [dele]. Ela diz que veio porque sabe que não vai se apaixonar por ele. Aparentemente, [Krystyna] também sabe que não seria possível a ele se apaixonar por ela. Contudo, inesperadamente, as coisas tomam outro rumo. De alguma forma, este encontro erótico acidental entre estas duas pessoas os leva a experimentar o amor. Wajda marca o ato de entrada em um novo reino de experiência existencial através de uma ‘alienação’ estilística da cena. Enquanto a profundidade de campo, que Bazin considera crucial para se alcançar o efeito realista, é a dominante no filme, o realismo espacial não existe nesta seqüência. Mostrada quase inteiramente em close-up, e utilizando um efeito de difusão, é construída uma distancia em relação à realidade. O que impressiona aqui é como se evitou a edição em campo-contracampo. Os close-ups de Krystyna e Maciek dissolvem-se um no outro e a câmera vagarosa e seguidamente faz uma panorâmica de seus rostos. Portanto, em termos do visual, nenhum dos personagens é privilegiado, eles parecem ser igualmente o ponto de referência um para o outro. Este cinema ‘democrático’ criar uma igualdade dos gêneros que poderia muito bem ser percebida como a expressão visual do amor verdadeiro. Contudo, em algum momento eles devem deixar esse espaço abstrato e retornar ao reino da profundidade de campo, evocando o mundo real, governado pelos processos da História” (2)

Por que Complicar a Vida? 




“Não diga mais
nada
, apenas vá!”

Krystyna para Maciek, quando
ele veio se despedir e dizer que ela
não fará parte do futuro dele



De acordo com Ostrowska, o desdobramento do dilema moral de Maciek em suas atitudes contrasta com a passividade de Krystyna na seqüência final. Após saber que ele não vai ficar com ela, a mulher fica paralisada física e emocionalmente – mesmo sendo levada a dançar. Ela não obedeceu a sua própria regra de ouro. Ao aceitar se entregar a Maciek, a loura disse que só foi ao quarto dele porque não se apaixonaria – nem por ele, nem por ninguém. “Por que complicar a vida?”, pergunta a mulher. “Ela já é complicada”, responde Maciek. “Então por que complicar mais?”, insiste a loura (imagem abaixo, à direita). Em seguida, já depois de ter transado, ela coloca a mão no rosto dele e pergunta por que ele anda sempre de óculos escuros. Maciek explica que é “uma lembrança de um amor não correspondido por [seu] país. Não é nada sério. Simplesmente por que passei muito tempo nos esgotos durante o Levante [de Varsóvia]” – em Kanal, Wajda mostrou bem o que Maciek quis dizer. Krystyna insistiu em não guarda recordações do encontro com Maciek: eles se encontraram, se conheceram, foi bom, e só! “O que mais eu poderia querer?”, perguntou Krystyna. Enquanto falam sussurrando, ouvem os passos do homem que Maciek deve matar. A pressão do dilema de Maciek fica visível, ao seu lado Krystyna, em seus ouvidos, o som dos passos do inimigo que não deixa esquecer-se do seu dever – seus olhos acompanham o deslocamento dos passos. Krystyna não ouviu seus próprios conselhos. (imagem acima, à esquerda, Maciek veio dizer adeus)

  
"
Até agora, eu
não sabia nada sobre
o amor"
, confessou Maciek. Então Krystyna quebra
o salto do sapato





O casal se despede na escada do hotel, o alvo de Maciek passa por ele e até lhe pede para acender um cigarro. Maciek hesita, em segundos Krystyna retorna e ele pede mais meia hora com ela. Vão passear e acabam numa igreja destruída. Krystyna começa a ler uma inscrição, mas não consegue terminar. Maciek explica que é um poema de Norwid e recita para ela: “...Ou as cinzas irão ocultar a gloria de um diamante estrelante... A Estrela da Manhã do triunfo permanente”. “E o que somos nós?”, pergunta Krystyna. “Você é definitivamente um diamante”, responde Maciek. Eles entram numa parte da igreja com um crucifixo pendurado de cabeça para baixo, é então que ele começa a dizer que gostaria de mudar de vida. “Até agora, eu não sabia nada sobre o amor”, disse ele. Ela quebra o salto, Maciek entra numa sala a procura de algo para resolver o problema. Ocorre que se trata justamente do velório das duas pessoas que Maciek havia matado por engano enquanto pensava ter matado o líder comunista. Novamente o passado irrompe no idílio de Maciek. De volta ao hotel, ele diz que vai tentar mudar as coisas – naturalmente colocando a loura no lugar. Ela entra pela cozinha do hotel, ele fica do lado de fora por alguns instantes, sendo abordado por um cavalo branco – na Polônia, a imagem do cavaleiro e seu cavalo é muito carregada de simbolismo (3). Como concluiu Anette Insdorf, Krystyna é como o diamante, como a possibilidade iluminada dada às cinzas da vida de Maciek (4).

“Krystyna encontra o poema que dá ao filme seu título. É um poema de Norwid. Um poeta que representaria para Wajda e outros poloneses da época aquele legado da tradição romântica polonesa. Esta é uma tradição que Wajda freqüentemente utiliza. A palavra polonesa é telskonota, um anelo, palpável em muitos de seus filmes, por uma Polônia que talvez nunca existiu realmente. Se isso foi escrito numa época em que a Polônia não tinha nem uma identidade nacional num mapa, então estas palavras sugerem aquele anelo, aquela esperança de uma identidade nacional. Maciek mencionou para o porteiro do hotel que ele era um estudante. Pensávamos que isso era só um subterfúgio, porque ele não podia dizer que era parte do exercito. No entanto, quando ele agora começa a falar as palavras do poema de Norwid, entendemos que esta é uma alma bastante culta e até gentil. Alguém que, talvez sem o contexto da guerra, teria se tornado um pensador, um artista, um escritor, talvez um cineasta. Há camadas em Maciek” (5)

Agora Maciek começa a fugir de Andrzej, já que ele é seu superior e lhe cobra o assassinato do líder comunista. Maciek se esconde no banheiro num banheiro do hotel, mas Andrzej o encontre e eles têm uma discussão. Maciek será considerado um desertor se não cumprir sua tarefa. Ele insiste que gostaria de mudar de vida, mas Andrzej não se importa e responde que se o amigo está apaixonado o problema é só dele. Mais tarde, Maciek começa a seguir o Líder comunista quando o porteiro o chama para um brinde a Varsóvia – ou, mais exatamente, ao que aquela cidade deixou de ser, devido à destruição causada pela guerra. Mas Maciek agora não pode parar, toma um gole e faz mais um comentário machista quando o porteiro pergunta por que ele tem de sair (já que isso seria “normal” e não despertaria suspeitas): “Infelizmente. Tenho uma esposa preciosa”. Numa rua deserta e escura, Maciek cumpre seu papel. No mesmo instante, explodem fogos de artifício comemorando o final da guerra. Maciek vem se despedir de Krystyna no bar do hotel, ela percebe que ele não conseguiu mudar o rumo da vida dele como ele acreditava que poderia. Meio irritada, meio decepcionada, ela dispara: “Não diga mais nada, Apenas vá!” No bar, uma orquestra desafinada toca a Polonaise em Lá Maior, opus 40 nº 1 (1838, apelidada de Polonaise Militar), de Frederich Chopin – durante a invasão da Polônia pelos nazistas em 1939, as rádios polonesas tocaram muito esta música como forma de levantar o povo; quando os nazistas tomaram o poder, baniram a reprodução de composições de Chopin e destruíram uma estátua dele em Varsóvia. Já sabemos que Krystyna parece um zumbi agora. Longe dali, Maciek leva um tiro de soldados e corre. Esconde-se por alguns momentos num terreno cheio de lençóis brancos estendidos em varais. Embora o filme seja em preto e branco, o vermelho de seu sangue manchando o um lenço branco formam as cores da bandeira polonesa. Ele continua fugindo e morre num lixão, tendo espasmos como uma barata meio esmagada.

Todas Essas Mulheres 

As personagens
femininas em Wajda se
parecem
com a Polônia,
são fortes e fracas ao
mesmo tempo




Anette Insdorf ressalta que Wajda mostrou vários personagens femininos fortes em seus filmes. Em Paisagem Após a Batalha (Krajobraz po bitwie, 1970), uma mulher representa algo diferente do personagem masculino principal e oferece a possibilidade do amor. Terra Prometida (Ziemia obiecana, 1975) apresenta uma tensão entre o amor e um mundo onde não há lugar para consciência e moral – o mundo masculino dos negócios e da grande indústria. Ou ainda, como a personagem feminina em O Homem de Mármore (Czlowiek z marmuru, 1977). Nos filmes de Wajda, explica Insdorf, as mulheres tendem a serem centros morais. Elas oferecem aos heróis a possibilidade da redenção, Cinzas e Diamantes não seria uma exceção. Por outro lado, isso não quer dizer que Krystyna tenha controle sobre si mesma. Muito pelo contrário, além de se deixar envolver por um forasteiro, chegou a deixar isso evidente para Maciek quando, ao vê-lo se aproximar do balcão do bar, ela estava tão absorvida na figura dele que deixou o copo de cerveja que estava enchendo transbordar. Outra personagem feminina é digna de nota, já que ao contrário de Krystyna ela demonstra um posicionamento político em relação a situação do país. Ela é uma burguesa ligada ao passado polonês, o que se pode notar pelos símbolos da cavalaria, o sabre que ela coloca cuidadosamente na parede e o grande quando que mostra um oficial da cavalaria. Ela é cunhada do líder comunista, ele aparece no apartamento dela para saber do filho. Ele saberá mais tarde que o filho foi preso por atividades anticomunistas. Após a saída do líder comunista, ela volta para seus convidados esnobes. (imagem abaixo, Maciek flerta com Krystyna; acima, ela acaba na cama com ele)



Na Polônia
,
o fim da guerra não
trouxe alívio
, trouxe a
ocupação russa


Andrzej Wajda (6)




O destino de Maciek não é nada bom. “À Krystyna, também resta um destino bem triste. Ao invés de conseguir ir embora, ela simplesmente será absorvida naquela turma de moscas, aquele círculo fechado de dançarinos”. Segundos antes de Maciek entrar no bar para dizer que teria de partir, Krystyna abriu a janela permitindo que o ambiente escuro fosse invadido por um largo feixe de luz que praticamente a cobriu por completo. Mas essa luz não a protegeu de suas fraquezas, depois da partida de Maciek, ela fica de pé e imóvel, paralisada. A seguir, ela é chamada (pelo mesmo burguês esnobe que estava na casa da cunhada do líder comunista) para fazer par com um dos bêbados no salão ao lado, “trocando a luz do pano de fundo pela escuridão do primeiro plano. O corte [na imagem mostra] Maciek indo na mesma direção que Krystyna [para a esquerda]. Ainda há [uma ligação] entre eles. Mas Maciek corre para sua morte. A lágrima no rosto de Krystyna sugere que de alguma forma ela sabe que ele se foi de uma forma mais definitiva” (7).

Leia também:

Sergio Leone e a Trilogia do Homem sem Nome
Algumas Mulheres de Fellini em A Doce Vida e Amarcord
Kurosawa e Seus Seres Humanos
A Saga dos Dialetos Italianos no Cinema
A Religião no Cinema de Luis Buñuel
Pasolini e o Cinema de Poesia
A Itália em Busca do Realismo Perdido (I), (II), (final)
Blow Up, Depois Daquele Beijo
A Obsessão de Visconti
Antonioni na Babilônia (I), (II), (final)
Antonioni e o Grito Primal
Antonioni e a Trilogia da Incomunicabilidade (II), (III), (IV)

Notas:

1. OSTROWSKA, Eliżbieta. Caught Between Activity and Passivity: Women in The Polish School in MAZIERSKA, Eve; OSTROWSKA, Elżbieta. Women in Polish Cinema. New York: Berghahn Books, 2006. Pp. 75 e 85.
2. Idem, pp. 86-7.
3. Comentário de Annette Insdorf no DVD de Cinzas e Diamantes, lançado no Brasil pela distribuidora Aurora DVD.
4. Idem.
5. Ibid.
6. Comentário de Wajda em Andrzej Wajda: Sobre Cinzas e Diamantes, documentário nos extras de Cinzas e Diamantes.
7. INSDOF, Anette. Op. Cit. 


Sugestão de Leitura

Luis Buñuel, Incurável Indiscreto

“As blasfêmias de Buñuel são uma  espécie de maledicência terapêutica ,   onde  o  indivíduo procura ,   mais do que  atingir o   ...

Postagens populares (última semana)

Quadro de Avisos

Salvo quando indicado em algum ponto da página ou do perfil, este blog jamais foi patrocinado por ninguém e não patrocina nada (cursos, palestras, etc.) e jamais "doou" artigos para sites de "ajuda" a estudantes - seja no passado, presente ou futuro. Cuidado, não sejam enganados por ladrões da identidade alheia.

e-mail (no perfil do blog).

......

COMO CITAR ESTE BLOG: clique no título do artigo, verifique o link no alto da tela e escreva depois do nome do autor e do título: DISPONÍVEL EM: http://digite o link da página em questão ACESSO EM: dia/mês/ano

Marcadores

1984 (4) A Bela da Tarde (5) A Chinesa (4) A Concha e o Clérigo (1) A Doce Vida (1) A Dupla Vida de Véronique (1) A Fraternidade é Vermelha (1) A Grande Testemunha (1) A Hora do Lobo (5) A Idade do Ouro (7) A Igualdade é Branca (1) A Infância de Ivan (7) A Liberdade é Azul (1) A Mãe e a Puta (3) A Metamorfose (1) A Paixão de Ana (3) A Religiosa (3) A Rua sem Alegria (1) A Terceira Geração (5) A Última Etapa (1) A Vida dos Outros (1) Acossado (8) Aelita (3) Agnès Varda (1) Agnieszka Holland (3) Aguirre (4) Alain Delon (1) Alemanha no Outono (2) Alexander Nevsky (3) Alexanderplatz (10) Alphaville (7) Alucinado (3) Amigo Americano (1) Amor Louco (1) Amores do Faraó (1) André Bazin (3) Andrei Rublev (10) Angelopoulos (4) antipsiquiatria (1) Antiteatro (2) Antonioni (15) Artaud (3) As Favelas de Berlim (2) As Margaridas (1) Asas do Desejo (3) Através de Um Espelho (5) Aurora (2) Baader Meinhof (11) Barbara Sass (1) Barthes (4) Béla Balász (5) Béla Tarr (1) Bergman (36) Bertolucci (4) Bibi Andersson (4) Bolwieser (1) Brecht (4) Bresson (10) Brigitte Bardot (5) Buñuel (22) Burguesia (14) Cahiers du Cinema (2) Caligari (18) Carl Dreyer (9) Carlos Saura (1) Carmem (1) Catherine Deneuve (3) Cenas de um Casamento (3) Censura (8) Chabrol (4) Chantal Akerman (2) Chaplin (8) Cineficação (1) Cinema do Medo (1) Cinema Livre (1) Cinema Novo Alemão (3) Cinema Novo Tcheco (1) Cinemaníaco (2) Cinzas e Diamantes (6) Claude Lelouch (1) Clichê (4) Close (32) comédia (5) Comunismo (16) Conrad Veidt (1) Coração de Cristal (1) Corpo (16) Costa-Gavras (2) Crítica (3) Cubismo (2) Da Manhã à Meia Noite (3) Dadaísmo (2) David Lean (1) Decálogo (2) Desprezo (4) Deus (4) Dia de Festa (2) Diabel (1) Diferente dos Outros (4) Disney (2) Dogma (1) Dorota Kędzierzawska (1) Dostoyevski (4) Double Bind (8) Dovjenko (3) Duas ou Três Coisas que Eu Sei Dela (2) Efeito Kulechov (4) Efeitos Especiais (1) Effi Briest (2) Eisenstein (14) Emir Kusturica (1) Eric Rohmer (6) Escola de Carteiros (1) Escola Polonesa (4) Espaguete (1) Esse Obscuro Objeto do Desejo (2) Estudante de Praga (3) Expressionismo (28) Fahrenheit (3) Fanny e Alexander (6) Fassbinder (42) Fausto (4) Fellini (16) Ficção Científica (4) Filhos da Guerra (2) Filmes Zille (2) Fisiognomonia (1) Fitzcarraldo (1) François Ozon (1) Franju (1) Freud (5) Fritz Lang (25) Gance (2) Genuine (2) Geração (4) Germaine Dulac (2) Germanin (1) Gilles Deleuze (15) Godard (40) Goebbels (10) Golem (5) Greta Garbo (1) Grierson (1) Griffith (3) Gritos e Sussurros (11) Herói (5) Herzog (17) Hiroshima Meu Amor (5) Hitchcock (3) Hitler (30) Hollywood (40) Holocausto (7) Homossexualismo (18) Homunculus (2) Igreja (6) India Song (2) Indústria Cultural (2) Istvan Szabó (2) Ivan o Terrível (2) Jean Cocteau (6) Jean Epstein (3) Jean Eustache (5) Jean Genet (1) Jean Mirtry (1) Jean Rouch (2) Jean Vigo (2) Jean-Paul Belmondo (4) Jean-Pierre Léaud (4) Jeanne Dielman (2) Judeu (10) Judeu Rico (2) Judeu Süss (6) Judeus (2) Jung (1) Kafka (2) Kanal (6) Karl May (1) Károly Makk (2) Katyn (1) Kawalerowicz (3) Ken Loach (2) Kes (4) Kieślowski (6) Kluge (1) Kracauer (4) Kristina Söderbaum (1) Kubrick (6) Kuhle Wampe (1) Kulechov (9) Kurosawa (3) Lacan (2) Lars von Trier (1) Lili Marlene (9) Lilian Harvey (3) Lindsay Anderson (1) Liv Ullmann (10) Lola (7) Lotna (2) Lotte Eisner (9) Louis Malle (2) Lubitsch (8) Luz de Inverno (1) Mabuse (9) Mãe Polonesa (1) Mamãe Kuster (4) Manifesto de Oberhausen (1) Mãos de Orlac (3) Marguerite Duras (5) Marika Rökk (1) Marlene Dietrich (1) Martha (9) Máscara (6) Masculino Feminino (2) Mastroianni (2) Max Linder (2) Medo do Medo (3) Méliès (2) Melodrama (6) Mephisto (1) Metropolis (7) Miklós Jancsó (1) Milos Forman (1) Misoginia (3) Mizoguchi (2) Mon Oncle (5) Monika e o Desejo (9) Morte (5) Morte Cansada (4) Mulher (40) Munk (1) Muriel (1) Murnau (19) Na Presença de um Palhaço (1) Nagisa Oshima (1) Nathalie Granger (1) Nazarin (5) Nazi-Retrô (4) Nazismo (31) Neo-Realismo (6) Noite e Neblina (3) Noli me Tangere (1) Nosferatu (14) Nostalgia (8) Nouvelle Vague (16) Nova Objetividade (1) Nudez (10) O Anjo Azul (1) O Anjo Exterminador (3) O Ano Passado em Marienbad (1) O Direito do Mais Forte (5) O Discreto Charme da Burguesia (2) O Espelho (9) O Fantasma da Liberdade (4) O Judeu Eterno (3) O Medo Devora a Alma (4) O Outro (2) O Ovo da Serpente (1) O Prado de Bejin (2) O Rito (3) O Rolo Compresor e o Violinista (2) O Rosto (2) O Rosto no Cinema (2) O Sacrifício (7) O Sétimo Selo (9) O Silêncio (12) Olga Tchekova (1) Orwell (5) Os Esquecidos (1) Os Incompreendidos (5) Os Nibelungos (9) Os Pescadores de Aran (1) Out1 (1) Outubro (2) Pandora (5) Paris Texas (4) Pasolini (12) Pequeno Soldado (5) Persona (16) Philippe Garrel (3) Picasso (3) Pickpocket (1) Playtime (4) Poesia (3) Polanski (2) Pornografia (5) Potemkin (3) Praunheim (4) Prostituta (3) Protazanov (3) psicanálise (4) Pudovkin (7) Puta Sagrada (4) Quarto 666 (1) Querelle (5) Raskolnikov (3) Realismo (4) Realismo Poético (1) Realismo Socialista (5) Reinhold Schünzel (3) Religião (5) René Clair (2) Renoir (1) Resnais (8) Revolução dos Bichos (1) Riefenstahl (6) Rio das Mortes (1) Rivette (6) Roger Vadim (1) Romantismo (8) Rossellini (6) Rosto (20) Sadomasoquismo (4) Sarabanda (3) Sartre (1) Schlöndorff (1) Schroeter (2) Se... (1) Sem Fim (1) Sergio Leone (2) Sexo (9) Sirk (4) Slavoj Žižek (1) Sokúrov (1) Solaris (9) Sombras (1) Sonhos de Mulheres (1) Stalin (6) Stalker (8) Sternberg (1) Stroszek (1) Suicídio (3) Sumurun (1) Surrealismo (11) Syberberg (3) Tabu (1) Tambor (2) Tarkovski (24) Tati (6) Tempo (8) Teorema (1) Terrorismo (5) Tio Krüger (1) Trafic (4) Trilogia da Incomunicabilidade (1) Trilogia das Cores (1) Trilogia do Silêncio (7) Trotta (1) Truffaut (23) Último Homem (4) Um Cão Andaluz (6) Um Filme Para Nick (1) Underground (1) Velho e Novo (1) Věra Chytilová (1) Veronika Voss (9) Vertov (7) Vida Cigana (1) Viridiana (8) Visconti (3) Wagner (6) Wajda (9) Wanda Jakubowska (2) Wenders (19) Whity (4) Zanussi (1) Zarah Leander (5) Zero em Comportamento (1) Zulawski (1) Zurlini (1)

Minha lista de blogs

Visitantes

Flag Counter
Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-No Derivative Works 3.0 Brasil License.